terça-feira, 28 de outubro de 2008

pedaços ;

esteja aqui comigo até o anoitecer,
mesmo que lhe digam que eu não sou assim com querem que eu seja.

esteja na hora do café,

esteja por estar, a tarde inteira


esteja aqui na hora do jantar de segunda-feira,mas não os escute,não me escute
só ouça o som do nosso silencio.

e se você puder ouvi-lo estarei aqui para todo o meu sempre!

com amor,

Lorena Alves

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

euouvocê


me deixa ser quem eu sou

deixa minha falta de graça

minha insanidade copiosa

meu gosto por livros,e pelo novo

meu jeito de andar com meu caderno velho,

cabelo desgrenhado e cara de sono


deixa me por aí um instante

deixa eu ser diferente de você

pois é assim que eu quero ser

não vejo graça no comum.


não quero ser nada,aliás não quero ser ninguém.

quero descobrir o que há em mim,o que há em você.


deixa então eu ser um pouco você

como lua as vezes é o sol

deixe o que eu quiser

só não me deixe querer ir...por aí.

com amor,
Lorena Alves.

terça-feira, 14 de outubro de 2008




O dia mente a cor da noite E o diamante a cor dos olhos Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"Enquanto houver você do outro lado Aqui do outro eu consigo me orientar A cena repete a cena se inverte Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar Tua palavra, tua história Tua verdade fazendo escola E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar Metade de mim Agora é assim De um lado a poesia, o verbo, a saudade Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim E o fim é belo incerto... depende de como você vê O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só Só enquanto eu respirar Vou me lembrar de você Só enquanto eu respirar


O teatro mágico.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

meu caderno laranja
meu consolo
minhas linhas
meeu abrigo
guardião dos saberes estimados
do desejo de encontrar-se
em meio a tinta ou ao papel,
meu brilho nos olhos
meu poema sem rima
minha boemia controlada
minha sensatez insensata
meu caderno laranja

com amor,

Lorena Alves

cabelos ,

colou a mão a dela
fazia frio,
era Setembro
estava o escuro,a escurecer.
e com a outra mão tocou o cabelo,escorregou por entre os fios.cuidadosamente penteados
o sorriso penetrou lhe a alma
os olhares misturaram-se a rua,com seus mitos e seus mistérios ,
e o vento cantava sua música,movendo todo o céu a seu ritimo.
até,a chegada hora do adeus ténue silencioso e para sempre
Lorena Alves

quarta-feira, 8 de outubro de 2008


Muita coisa mudou desde que vocês se foram

eu descobri que o mundo

é um grande teatro,

onde poucos são verdade.

nada é certo e tudo me parece tão distante,agora.

já não me importo se a cena é estática.e nem noto o papel que desempenho.

O que eu era,já não sou.me tornei mutável,para não ver o real.

e quando vocês voltam? para que eu pare de gritar,sem ninguém ouvir!

quantos de nos diria que suportaríamos viver distantes,quantos de nos vivem sonhos?,

hoje vi aquela foto velha,a praia o mar,o luar.o sentir de que éramos pra sempre.

de que iríamos mudar o mundo, mas o mundo nos mudou,agora sempre e tanto

já não faz sentido pra nenhum de nós.

apaguem as luzes e deixem a saudade fazer seu número.

Lorena Alves.

sábado, 4 de outubro de 2008

conto,

Certo dia uma menina de longos cabelos negros,pele morena,bochechas levemente rosadas andava em uma rua curta e esburacada,sem contar,sem perceber,sem ao menos notar pra onde ia,só ouvia seu coração,seus medos,suas incertezas,sua desfaçatez que a tornava única e especial.Mas sempre passou tão quieta e fina,que jamais tocou a vida,mas nessa dia,nessa rua,a vida a tocaria sutilmente.De longe a menina viu uma casa estranha,diferente,um tanto quanto antiga,moderna.
enquanto ela olhava,ouviu-se uma valsa lá bem longe,então a menina adentrou a casa,olhou tudo e viu nada,mas teve certeza de que deveria estar ali,tocou a parede a seu lado,recostou sua cabeça ali,e paro por alguns minutos,olhou de novo e viu uma escada,teve vontade de subir,e assim o fez.subiu,subiu uma longa escadaria ate alcançar o inalcançavél, e ela esteve ali como nunca se esteve antes
ela era capaz de ouvir,sentir ao ponto de se misturar a música,ora a nossa menina era um LÁ, outrora o acorde era a menina que valsava a vida,que ria sem ver ,que via sem olhar
Ah, o LÁ sentia, e quem via não podia decifrar quem era menina,quem era a melodia,pois onde a menina estava havia sonoridade e vice e versa e verso e prosa.
O coração da menina de longos cabelos negros foi tocado e não havia medos e incertezas,havia alegria que trazia alegria
Uma música,uma vida
Um acorde,uma menina
uma canção,uma pequena que traz em SI o amor
ah,menina há em você mais do que se pode ver.
Lorena Alves, dedico este a uma amiga, que entrou em um conto e me transformou em um poema de seis letras (: (L)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

desde de que esteja bem,
longe ou perto
estranho a estranhar
deixa lá
para que seja verdade
transformou-se no ontem
de tanto hoje,
para que só e somente só
esteja em equilíbrio
com a minha ausência
minha falta de você
meu momento,
desmontado
estranho sentir tamanha
saudade,
tanta falta,silêncio.
SAUDADE
Lorena Alves (:

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

cartas,


Escrevi mas não mandei


li mas não contei :X


coisas de agora,de antes,de depois

coisas minhas,suas.

pura arte,pura mania


meio eu , meio poesia



Lorena Alves